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Estrutura modular de madeira viabiliza construção de edifício em um mês

A cidade de Almere, na Holanda, recebeu o projeto residencial Xylino, que utiliza madeira laminada folheada (Kerto LVL) em toda a estrutura de suporte.

O complexo possui cinco pavimentos e 103 moradias, montados por meio de um sistema de construção modular industrializado desenvolvido pela incorporadora De Alliantie e pela construtora Koopmans Bouwgroep.

A fabricação dos 436 módulos de madeira ocorre na unidade da geWOONhout.

Cada unidade chega ao canteiro de obras com os sistemas técnicos integrados.

As equipes de instalação posicionam entre oito e 12 módulos por dia, o que permite completar de três a quatro apartamentos simultaneamente.

O cronograma de montagem de um bloco residencial inteiro é de aproximadamente quatro semanas.

O sistema utiliza diferentes componentes de Kerto LVL para funções específicas: vigas de 5,2 m compõem pisos e telhados, enquanto vigas de 2,9 m formam os montantes.

Painéis de 5,05 m são aplicados nas superfícies dos pisos e placas de 100 mm garantem a estabilidade das paredes de suporte.

Segundo as empresas envolvidas no projeto, a usinagem CNC (Comando Numérico Computadorizado) mantém a precisão dos componentes em 0,5 mm, o que reduz o desperdício de material.

“Esse sistema está pronto para ser replicado”, diz Bas Broeke, gerente de projeto da Koopmans Bouwgroep.

“A forma como funciona aqui significa que podemos aplicá-lo em muitos outros lugares”, completa.

De acordo com os dados técnicos do projeto, o material Kerto LVL reduz em 50% o uso de recursos em relação a outros produtos de madeira maciça, com desempenho equivalente, reduzindo ainda as emissões no transporte.

A estrutura atende aos padrões europeus de segurança contra incêndio, com resistência de 120 min (R120), incluindo desacoplamento acústico entre os módulos para controle de ruído.

O projeto também integra painéis solares e sistemas de captação de água da chuva, além de prever a desmontagem dos módulos e a recuperação de materiais ao fim do ciclo de vida do edifício.

“O melhor do Xylino é que não se pode notar pelo lado de fora que o edifício foi construído por métodos industrializados”, comenta a diretora da geWOONhout, Aafke Van der Werf, destacando o aspecto visual da construção.

“Para mim, isso prova que a liberdade arquitetônica e a construção modular podem caminhar juntas”, avalia.

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