Um bairro vertical com 656 apartamentos a partir de R$ 234 mil está ganhando forma no Velha Grande, em Blumenau, e quem quer saber quando fica pronto já tem resposta: a previsão é de 36 meses, o que coloca a entrega por volta de meados de 2029. O megacondomínio é obra da MRV, maior construtora da América Latina em volume de unidades, e ocupa terreno de mais de 70 mil metros quadrados na rua Bruno Ruediger, com área construída prevista de 32,7 mil metros quadrados.
O detalhe que posiciona o empreendimento como oportunidade de acesso à moradia é o enquadramento no Minha Casa Minha Vida. Os apartamentos se encaixam na faixa 2 do programa habitacional do governo federal, destinada a famílias com renda a partir de R$ 3,5 mil, faixa que oferece subsídios e condições de financiamento mais favoráveis do que as praticadas no mercado convencional. Com valores iniciais de R$ 234 mil, o bairro vertical de Blumenau mira um público que quer sair do aluguel mas não consegue acessar os preços praticados em empreendimentos de padrão médio na cidade.
O que é o bairro vertical do Velha Grande
O conceito de bairro vertical se aplica quando um condomínio é grande o suficiente para funcionar como uma pequena comunidade autônoma, com estrutura de lazer, convivência e serviços que reduzem a necessidade de deslocamento para atividades do dia a dia. Com 656 unidades, o megacondomínio do Velha Grande terá população equivalente à de um bairro pequeno — estimando uma média de 2,5 moradores por apartamento, serão cerca de 1.640 pessoas vivendo no mesmo espaço.
A estrutura de lazer prevista no projeto inclui churrasqueiras, playground, redário, quadra esportiva, área de piquenique, bicicletário e pet place. Para famílias com crianças e donos de animais de estimação, a oferta de espaços compartilhados dentro do próprio condomínio é argumento forte, especialmente em uma cidade como Blumenau onde o preço do metro quadrado em bairros centrais já dificulta o acesso a imóveis com áreas de lazer generosas.
Por que a MRV escolheu o Velha Grande
A MRV escolheu o bairro Velha Grande pelo perfil residencial tranquilo combinado com a expansão urbana da região. O terreno de mais de 70 mil metros quadrados na rua Bruno Ruediger é um dos maiores disponíveis para incorporação na área, e o caráter ainda pouco adensado do bairro permite que o megacondomínio se integre ao entorno sem a resistência que projetos desse porte enfrentam em regiões já saturadas.
O Velha Grande fica na zona oeste de Blumenau, com acesso pela rodovia SC-474 e proximidade a polos comerciais e industriais do Vale do Itajaí. Para a MRV, que opera no segmento econômico e depende de terrenos grandes com preço acessível para viabilizar a conta, a região oferece equilíbrio entre custo do terreno, demanda habitacional e infraestrutura urbana em desenvolvimento. A área construída de 32,7 mil metros quadrados sobre um terreno de 70 mil indica que o projeto preserva áreas livres significativas, o que contribui para a qualidade de vida dos futuros moradores.
Os números: preço, renda e financiamento pelo Minha Casa Minha Vida
O ponto de entrada de R$ 234 mil por apartamento precisa ser lido no contexto do financiamento. Na faixa 2 do Minha Casa Minha Vida, famílias com renda entre R$ 2.640,01 e R$ 4.400 podem acessar subsídios de até R$ 55 mil e taxas de juros que variam de 4,75% a 7% ao ano, significativamente abaixo dos 9% a 12% praticados pelo mercado livre. Para uma família com renda de R$ 3,5 mil, a parcela mensal do financiamento pode ficar abaixo de R$ 1.500, dependendo do valor de entrada e do prazo.
Os compradores que fecharem contrato agora terão três anos de parcelas intermediárias antes de receber as chaves. Nesse período, é fundamental acompanhar a evolução da obra, verificar se a MRV cumpre o cronograma e guardar todos os documentos contratuais. Para quem está no Minha Casa Minha Vida, o financiamento junto à Caixa Econômica Federal costuma ser formalizado próximo à entrega das chaves, quando o imóvel recebe o habite-se e a matrícula individualizada.
Em Blumenau, onde o preço médio do metro quadrado em bairros valorizados como Victor Konder, Ponta Aguda e Centro ultrapassa R$ 10 mil, um apartamento a R$ 234 mil representa alternativa para quem aceita morar em região mais afastada em troca de preço acessível e estrutura de lazer completa. A conta é simples: pagar R$ 1.500 de prestação por um imóvel próprio em vez de R$ 1.800 ou R$ 2.000 de aluguel em bairros mais centrais, com a vantagem de construir patrimônio.
Os compradores que fecharem contrato agora terão três anos de parcelas intermediárias antes de receber as chaves. Nesse período, é fundamental acompanhar a evolução da obra, verificar se a MRV cumpre o cronograma e guardar todos os documentos contratuais. Para quem está no Minha Casa Minha Vida, o financiamento junto à Caixa Econômica Federal costuma ser formalizado próximo à entrega das chaves, quando o imóvel recebe o habite-se e a matrícula individualizada.
Fonte: Click Petróleo e Gás

